“Deus queira que eu nunca deixe de me impressionar com as coisas."

terça-feira, 29 de maio de 2012

O Estado, a Prisão, a Liberdade e o Povo

"A Secretaria de Ressocialização informou que irá providenciar a construção de 10 novas unidades prisionais e irá promover um concurso para a contratação de novos agentes" - Nota pelada exibida em 29 de maio de 2012, no NETV  1ª edição, da Rede Globo Nordeste.

A notícia era uma rebelião na Funase do Cabo de Santo Agostinho, onde há capacidade para pouco mais de 90 internos, mas ocupa mais de 200 infratores. Durante a manifestação, um agente ficou gravemente ferido e foi parar no Hospital Miguel Arraes, com ferimentos graves na cabeça (traumatismo craniano) e no corpo. Um interno morreu assassinado por outros jovens infratores.

Apelo: O governo só se preocupa em construir mais presídios, contratar agentes e sustentar um sistema falido como é o prisional. No lugar disso, talvez não devessem construir mais escolas e centros educacionais? Investir em iniciativas que promovam a conscientização e educação do povo?

Ao invés de manter os jovens, adolescentes, homens e mulheres na prisão, porque não construir pontes que fortaleçam a educação e dêem liberdade ao povo? O Governo se preocupa, sempre, em manter a aparência de que está protegendo a sociedade, quando a verdade é que está fortalecendo a criminalidade e tolhendo a liberdade da população.  O velho pão e circo.

São inciativas que não acrescentam. Grandes jaulas de concretos em meio às cidades, que só viram ponto positivo na hora da eleição, com o discurso de promoverem a igualdade e a segurança da massa mantendo os homens perigosos fora do convívio social - mas será que eles estão à margem mesmo? Ali de dentro, do presídio, esses homens alimentam-se de revolta e formam um batalhão de homens furiosos e foras-da-lei, que não sabem a diferença entre amar e matar. O Governo continua programando pessoas para matar ou morrer.

- Até quando?

Até o País se antenar, e sair de uma mentalidade secular de ser ativista digital ou de sofá. Não sendo assim, liberdade, educação e qualquer outro direito básico e fundamental vão continuar sendo utopias para uma maioria, que vive em esgotos, condenadas porque não têm a arma mais barata e eficaz que qualquer arma química: o conhecimento.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Capítulo 1 - Normalidades

Hoje tive uma pseudo-discussão com a mamãe. Ela me questionava sobre normalidades. Na verdade, reclamava sobre os meus horários de sono - não muito habituais. No meio da discussão perguntei para ela o que é normal. Ela, é claro, não soube responder. Falou que a única coisa da qual tinha certeza é que dormir tarde, "assim, que nem você", não é lá coisa de gente normal.

Achei aquilo engraçado, quero dizer, ninguém é igual a ninguém. Até existem aquelas coincidências, uma risada parecida, um olhar que lembra outro alguém, as expressões comuns às tribos, os encontros de pensamentos... Mas ser igual, assim, "esculpido em carrara" ou no bom provérbio popular "cuspido e cagado", não tem.

Eu, por exemplo, sou quase a versão feminina do papai. Mas tenho outras qualidades e defeitos que só pertecem a mim - dormir tarde (ou cedo da manhã) é um desses elementos. Então não acho justo me julgar incomum porque meu fuso é diferente. Aí fiquei pensando, cá com os meus botões, que esse é o tipo de pensamento que dá margem aos conceitos pré-julgados.

Ser diferente porque dorme tarde, ser diferente porque gosta de um estilo de roupa, ser diferente por ser tatuado, usar piercing, gostar de rock e comida japonesa, não gostar de dividir o mesmo teto que alguém, escolher drama ao invés de romance, ser manco, faltar um dedo e organização, preferir campo a praia, preferir amor a fazer somente sexo, gostar de edredom, ficar em casa, ser viciado em internet, não se adaptar ao que, para muitos, é ser "social" ou, trocando em miúdos, se tornar um socialmente aceito. Não gosto disso. Ponto.

O que falo é de respeitar as diferenças e pararmos de nos enganar que existe um comum, quando o que há é uma maioria ou minoria. É como a altura e biotipo, por exemplo, não existe uma normalidade, o que existe é uma estatística que varia entre cada parte do mundo - e às vezes nem tanto.

Sendo assim, mãe (foi como terminei a discussão), já que estou acima da média da altura do brasileiro e meu fuso horário foge à normalidade, vou para Bariloche. Tavez lá, finalmente, eu seja normal.

Regra de Ouro

Eu navegava na internet quando encontrei um texto que, ao fim da leitura, me pareceu ser uma alfinetada. Eu sei que não era (nem poderia), mas depois fiquei pensando que aquilo ali estava me incomodando porque, no fundo, eu ainda sentia culpa de alguma coisa - nem que fosse de ainda não ter feito um desabafo.

É que no ano passado aconteceu uma coisa meio barra pesada. Algo que, em sã consciência, eu jamais faria - e que sempre critiquei. Sempre. Numa dada ocasião acabei me envolvendo com um homem mais velho - e casado. Passei maus bocados por conta desse acontecimento, é o tipo de coisa que as pessoas apenas fazem piada, sem se dar conta de como as coisas realmente ocorreram. Sem nos dar ao menos chance de réplica.

A maioria achou um absurdo o fato, mesmo tendo teto de vidro - uma pulada de cerca, uma cantada no meio do escritório - mas não sou do tipo que fica passando na cara o que não me diz respeito - deixa para lá. A única coisa que eu pensava era em acelerar o tempo para que esquecessem aquilo, apesar de que, para mim, tudo parecia muito irreal. Não acreditava que tinha acontecido. Não era o fato de ele ser mais velho, mas tinha uma vida com alguém. Além do mais, ficar com ele não chegou a ser bem uma opção.

Eu havia tomado uns drinks e sofrido uma mágoa recente, cena daquelas que a gente só espera ver em filme com patricinhas más - e a única coisa que eu queria ali era me vingar. Pensamento infantil e que não justifica, mas quem estava ali não era a mesma pessoa que agora escreve, e crê em regras, costumes e limites. Quando me dei conta, a única coisa que pude fazer foi o certo - fugir. Reagir. Finalmente, dizer um não que ecoava na minha cabeça como culpa e com muita raiva. Ele sabia do compromisso que tinha, e eu mal sabia quem ele era.

Sou do pensamento: Não faço com os outros o que não quero para mim. Mas tinha acontecido, aconteceu. E eu não poderia mudar mais nada. O que fiz foi o certo e o que deveria ter feito antes de ter tomado a primeira dose: Ignorei o dito cujo e achei melhor cortar caminhos. E aqui estou. Bem, por tirar disso tudo uma lição, e melhor ainda por ter certeza do que quero e de quem sou. Sem vergonha alguma de dizer isso - passado!

Não quero ser hipócrita, tampouco destruir a ilusão de alguém que pode acreditar em um amor que nem existe (Ou sei lá. Já viram a novela das nove?). Nem que ele fosse o meu tipo, nem que ele fosse o grande amor da minha vida - e, acredite, não era! - jamais repetiria a dose. Jamais quebraria a minha "Regra de Ouro" (como li há pouco).

Estou bem. Eu ainda me amo (e muito) e acredito nos meus limites. Só não bebo mais - e percebi que sou bem melhor sem isso. "Péssimos acontecimentos sempre dão boas histórias", ou boas lições.


terça-feira, 22 de maio de 2012

O reino da calça apertada

Eu só queria compartilhar uma alegria recente: calça de malha!

Quem tem bunda grande sofre para encontrar um jeans que valorize a silhueta sem deixar aquela impressão de: Oi, sou periguete! As lojas quando fazem número grande nunca acertam a modelagem violão da gente e tacam tecido onde não pode – o fundo das calças é um desses lugares, por exemplo. Eu mesma, passei anos usando calças folgadas ou apertadas demais – nunca algo que me caísse perfeitamente. Além de tudo, esses desajustes me machucavam bastante. Um horror.

Dia desses, na faculdade, vi uma colega que também tem o bumbum grande, mas soube resolver muito bem o problema e valorizar o que ela tem de melhor utilizando nada mais, nada menos, que calça de malha! E não é que foi um achado? Hoje revirei a Renner e C&A inteiras em busca de uma malha para me fazer feliz, e quase desisto no meio do caminho. Foi difícil, MUITO, e a busca incessante me rendeu uma dor daquelas nas costas, mas, finalmente, encontrei a minha nova amante na Hering. Um amor (e uma pechincha)!

O lado B da história é que só tinha uma peça na loja – a minha! E cá estou, digitando este post para comentar o quanto estou feliz em ser uma nova pessoa.

Nada a ver ficar prendendo a circulação com um jeans que cabe forçadamente na nossa bunda, sabe. E isso serve para qualquer lance na vida. Acho que estou mais inspirada, mais proativa, mais dinâmica e até um pouco mais ousada! HAHA

Além disso, a malha dá um ar mais elegante e natural ao look. Mais clean, eu diria ainda. Amanhã vou bater perna no centro de novo e renovar meu guarda-roupas. Aperto só na cama e com muito amor, na vida e na calça, estou fora!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ressaca

Todo mundo me chama de encrenqueira, brigona, chata e todos esses adjetivos que definem alguém que arruma "problemas" com todo mundo. Pois então, sou mesmo, nunca neguei. Aliás, negar isso seria ir contra a minha natureza e renegar a minha própria existência, já que eu passo boa parte do dia reclamando de alguma coisa ou de alguém. Sou ranzinza também, eles esquecem disso!


- Mas porque será que ainda me amam?

Por que também é verdade que eu tenho o coração mais colorido dessa Terra. Mas, como assim... colorido? É que aqui cabe tanta coisa de tudo, de gente, de sentimentos, que assim numa mistura de amor, fé e poesia, tudo fica encoberto de texturas - que só Deus sabe. Só ele mesmo.

Foto: Reprodução da internet
Tenho um mal de me apegar ao que me oferece carinho, conforto e algumas boas risadas, por isso andei cultivando boas amizades. O mais engraçado é que nunca me chego, é tudo "chegado" ou "ganhado". É mais verdade ainda que um bocado delas [das amizades], como é natural, passaram aqui nesse abrigo só para me proporcionar um pouco de aprendizado e muito juízo. Então, não me arrependo de nada, pois sei que os que ficam comigo são os mais queridos, são os amigos, são os melhores.

E nessa ressaca de amor, de ferir-se e de chorar, já perdi as contas de quantos larguei na beira da estrada, às vezes por vontade, outras porque era o certo a fazer. Nem sempre o encontro de duas personalidades, especialmente a minha, forte como um touro, se batem. E de carinho eu viro fúria, para me defender ou agarrar quem amo pela mão. Também sou osso duro quando sugiro o meu ponto de vista, especialmente quando há convicção no que eu falo. 


Nessa de jogo duro, muito se acontece. Nem sempre o que é bom pra mim é pra você também, e vice-versa. Problema grande, que desde quando eu me entendo de gente eu fui ser chata. Não aceito fácil, nem sempre abro mão. Acho que assim, quando a gente só faz o do outro, a gente perde um pouco da autonomia e fica bocó. Eu gosto do cinquenta porcento. Difícil é se fazer entender. E assim acontece a vida.

Mas eu sempre digo uma coisa: Pense bem, e não se arrependa! E não é arrogância ou prepotência não, pois sou bem diferente de pessoas assim. Sei pedir desculpas e voltar atrás de estou errada e não vejo problema nenhum nisso. Já cheguei até a ouvir: "Você não precisa se desculpar tanto, deixa pra lá". Mas a verdade é que ignorar não é a melhor escolha quando cometemos um erro, o justo é ser honesto, sabe, sempre acreditei nisso.

E aí vez ou outra recebo mensagens inesperadas: "Saudades". Sinceramente, há coisas que não merecem resposta. É que a verdade é bem essa, não gosto de voltar atrás quando a escolha foi minha, e foi acertada; Tentar refazer uma página rabiscada ficar limpa não funciona. As marcas de palavras que um dia foram escritas ali sempre vão ficar.

Pior ainda é quando o pedido vem por via aérea, por terceiros. Acho que digno mesmo é mostrar a cara, e não ficar se escondendo com uma peneira ou tentando criar um teatrinho que não existe. Eu até gosto de palhaçada - no circo! Acho que quem está pronto para uma reconciliação, para pedir desculpas de copo e mente, não tem medo de chegar e se abrir. Então essa é a dica: faça você mesmo!

Nunca contei isso, mas gosto de deixar as coisas onde estão. Na verdade, só tem uma história na minha vida mal contada, mal entendida. Mas eu espero, porque sei que um dia a resposta vem...


E para os que ainda insistem, só posso dize que não tente me convencer da sua bondade. Procure um convento! "Eu quero é viver em paz..."


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ligação fatal

Houve uma discussão. Uma bobagem. Uma pura perda de tempo. Assim, doze horas depois...


- Não acredito no que aquela falou, é duro de engolir. E citar meus pais, uma completa atitude cretina. Bem não vou ser tão fria assim, talvez seja uma boa mesmo...

E disca o número. Desliga. Disca de novo. O telefone chama...

- O que você quer?

- Olha, vou dizer só uma vez para deixar bem claro para você... antes de se achar superior e COPIAR AS MINHAS FRASES TODAS APLICADAS A VOCÊ, se exerga! Se você se acha melhor do que o mundo, então realmente SEJA alguém que vale a pena, e não tente se promover só para levantar a sua estima, porque com certeza você é do tipo que precisa disso. Saiba ganhar, mas saiba perder. Coisa que você ainda não aprendeu. Meu pais, MEU PAIS QUE TANTO AMO, me deram muita educação e eu sei usar - ao contrário de você, que usa apenas para o mal. Suja. Ruim. Imoral que você é. E eles me deram educação o suficiente para não descer ao teu nível e ficar desfilando a minha cara de pau suja por aí e chegar a me rebaixar a uma infelicidade dessas. Se toca, cresce e reza... porque você vai precisar muito de reza para espantar tantos demõnios! Deus me livre de você! Saiba que dinheiro TAMBÉM NÃO DIZ NADA SOBRE ALGUÉM e muito menos traz felicidade. Você é infeliz em tudo o que faz, infeliz de se achar no topo do mundo e mais infeliz ainda de não reconhecer que também perde (a cada dia) - e ainda tenta dar a volta por cima? Infeliz que você é. Não tenho nem pena de você, nem isso. O que tenho é raiva de mim por ainda ter achado que valia um diálogo, uma conversa. Coiatada de você, coitada! Pobre de espírito é você que não se enxerga, a sua fé é apenas de fachada, porque você sequer tem espírito! 


Você fala de felicidade como se soubesse o que é... não sabe e nunca vai saber. Alguém que só cultiva o mal, a crítica e MENDIGA AMOR não sabe o que é isso... e você, querida, nunca vai saber o que é ser feliz. Você só sabe o gosto do que o seu dinheiro compra. Talvez quando inventarem um sabor para a felicidade você consiga, finalmente, entender o que as pessoas felizes e que se amam precisam para viver - o que realmente basta. Deus tenha piedade de ti e dos tolos.  

Ah, e obrigada por se dirigir daquela forma a mim, faz eu me sentir exatamente como eu sou: forte, imbatível. E você: Eu ignoro!


O telefone:
- Tu tu tu...

Do outro lado, o vazio. Uma dor e um amargo. Às 21h45 de uma terça-feira.
Lembre-se: Quem diz o que quer, escuta o que não quer.

*Ficção

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para aliviar o amor

Querido,


Cansei de metáforas. O lance é que estou apaixonada por você. Quero dizer, acho que precisei mesmo desse espaço todo para perceber isso, porque o tempo causa isso de amadurecimento e tudo. Sabe, hoje eu pensei como nunca mais havia feito, mas pensei em amor... e foi com o coração. Na verdade, eu senti. Um frio no estômago, um arrepio na perna e me peguei fechando os olhos e querendo um beijo seu. Me passou todo aquele filme na memória, os planos malucos, as brigas, as aventuras e me convenci que, de tudo no mundo, escolho ser feliz assim. Ousaria até falar de amor, mas tenho medo de estragar tudo apressando as coisas. Não sei se o que sentimos junto se corresponde, se é apenas um carinho imenso teu por mim ou se você também tem algo a me dizer. Mas não importa. Se você for feliz e ao menos guardar as nossas lembranças eu vou ser feliz porque ainda serei parte da tua história - da nossa história.


Com amor,